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  • Toxoplasmose ocular


    A Toxoplasmose é uma doença causada por um protozoário chamado Toxoplasma gondii. A doença pode causar diversas alterações no organismo e seu parasita pode ser contraído de duas formas: por meio da ingestão de alimentos contaminados, como verduras, legumes, água e carnes mal cozidas, ou por meio da passagem do parasita pela placenta da gestante.

    No caso da toxoplasmose ocular, ocorrem lesões na parte anterior do olho, chamada uveíte anterior. Essa forma é leve e geralmente não deixa grandes sequelas se tratada corretamente. Já a forma mais grave são as lesões da retina e da córnea, denominada de coriorretinite ou uveíte posterior. Segundo o oftalmologista Richard Yudi Hida, as lesões podem acometer os dois olhos e cada olho pode ter uma ou várias lesões.

    Mas e durante a gestação, quais os riscos que a doença pode causar? Para o ginecologista responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis, Dr. Renato de Oliveira, se a mulher for contaminada durante a gravidez, há chances de transmitir a doença para o bebê, ocasionando assim, a toxoplasmose congênita. “O risco de infecção fetal está relacionado à idade gestacional na qual a gestante se infectou, sendo maior no terceiro trimestre e período periparto (até 80%). Porém, apesar de ser mais difícil transmitir no primeiro trimestre, quando a soroconversão ocorre neste período, o risco de lesões fetais graves é maior nas infecções maternas precoces e o risco de manifestações clínicas até os três primeiros anos de vida é de 75%. Por outro lado, se teve contato antes com o protozoário e não estava em período gestacional, não transmitirá a doença para o filho”, explica o especialista.

    fonte: www.drvisao.com.br




    Você através de seus olhos


    Fique atento!


    Para o oftalmologista, os seus olhos são as "janelas" de sua saúde. Muitas doenças apresentam os seus primeiros sinais nos olhos, e muitas delas podem afetar a sua visão. Ao examiná-lo, o seu especialista poderá procurar indicações de:

    Hipertensão: O surgimento de vasos sangüíneos irregulares na retina podem indicar pressão alta.

    Diabetes: Pequenas áreas circulares de hemorragia na retina podem ser um sinal prematuro de diabetes. O aumento e diminuição nos níveis de açúcar no sangue podem causar visão embaçada e mudanças na retina.

    Dor de cabeçaAs dores de cabeça podem surgir ou piorar por problemas de visão, tais como o cansaço visual.

    Derrame cerebral: Vasos sangüíneos no olho podem indicar risco de derrame cerebral.

    Colesterol alto: Freqüentemente, a pressão alta vem acompanhada de altos níveis de colesterol. O estado e aparência das veias e das artérias nos olhos podem indicar a presença de colesterol de alta densidade, que pode ser um fator de risco para doenças casão dupla, perda de campo visual e movimentos não coordenados e involuntários dos olhos podem ser sintomas



    Recomendações gerais do uso do óculos


    • Segure sempre seus óculos pela armação.
    • Nunca esfregue sua lente a seco, a poeira existente poderá riscá-las.
    • Nunca use álcool ou acetona na limpeza das lentes.
    • Lave suas lentes com água e sabão neutro.
    • Esfregue gentilmente as superfícies.
    • Seque as lentes com papel absorvente ou pano (macio e limpo).
    • Guarde sempre os óculos dentro do estojo.
    • Leve-os à ótica para revisões periódicas (ajustes).
    • Não exponha as lentes ao calor intenso: sauna, água quente ou sob o sol excessivo.

    Fique Atento:

    Os óculos precisam estar sempre ajustados para que cumpram sua principal função, que é de corrigir os vícios de refração proporcionando uma melhor visão; por isso, o usuário de óculos deve, de tempos em tempos, ir até a ótica para fazer o reajuste.

    Os óculos devem estar sempre limpos; recomenda-se que sejam sempre lavados.

    Os óculos, quando não estão sendo usados, devem ser guardados em seus estojos!


    Clima seco vs. Olhos


    Com o clima seco se aproximando, a saúde dos olhos merece atenção redobrada. A baixa umidade do ar e o aumento da poluição ressecam as lágrimas que têm a função de proteger os olhos causando diversas doenças oculares como alergia, conjuntivite e síndrome do olho seco.

    A Síndrome do Olho Seco é um termo usado para descrever um grupo de diferentes doenças e condições que resultam da umidade e lubrificação inadequada do olho. "Ela provoca a diminuição da quantidade de lágrima nos olhos e atinge mais os usuários de lente de contato, idosos, mulheres e principalmente quem usa o computador por tempo prolongado. Para evitá-la, a dica é diminuir o uso de ambientes com ar condicionado e descansar pelo menos cinco minutos a cada hora de trabalho no computador", explica o dr. José Geraldo Pereira, sócio-diretor e chefe do Departamento de Estrabismo, Pterígio e Lentes de Contato do Hospital de Olhos INOB.

    Já a conjuntivite - inflamação da conjuntiva, membrana que recobre a pálpebra e a esclera, parte branca do olho - de acordo com o médico, é mais frequente entre crianças que estão com o sistema imunológico em desenvolvimento e idosos. "A mais comum é a viral, altamente contagiosa. Como prevenção à conjuntivite, o melhor é lavar frequentemente as mãos, evitar locais fechados, não compartilhar objetos pessoais como maquiagem, fronhas, toalhas e colírios, e não levar as mãos aos olhos", orienta o especialista.

    Os sinais mais comuns das doenças desta época de seca são olhos vermelhos e coceira, mas para cada problema é indicado um tratamento diferente. Para prevenir complicações, a recomendação é sempre procurar um oftalmologista ao primeiro sinal de desconforto.

    Fonte: Triplice Comunicação

  • Seus olhos lacrimejam muito?


    Quando sorri ou chora os canais lacrimais se abrem e as lágrimas correm. Mas quando seus olhos começam a lacrimejar sem qualquer razão aparente, pode se tratar de uma doença. No entanto, não é preciso se preocupar, pois esses problemas normalmente são resolvidos com facilidade.

    Chorar de alegria, tristeza ou raiva, por estar emocionado ou preocupado são reações humanas normais. As lágrimas também tem efeito purificador, elas contêm uma enzima em seu fluido que previne a proliferação de bactérias e combate infecções. Certos vapores, como os que são expelidos ao cortar uma cebola, também podem causar lágrimas. Porém, se seus olhos lacrimejam muito e não há razão aparente para isso, a causa pode ser outra.

    Há muitas causas para o lacrimejamento

    Uma das razões mais comuns para o lacrimejamento é a conjuntivite. Trata-se de uma irritação ou infecção da conjuntiva. A conjuntivite é diferenciada pelos médicos entre infecciosa e não-infecciosa. A conjuntivite infecciosa é causada por um vírus ou bactéria, enquanto as causas da não-infecciosa incluem alergias, irritação devido a luz intensa, corpos estranhos ou químicos. Em ambos os casos é aconselhável que você consulte um oftalmologista e descreva os sintomas.

    Antibióticos ajudam a curar infecções bacterianas. Outra dica é usar lenços para secar os olhos. Também é aconselhável lavar as mãos regularmente, assim você pode prevenir infecções. Além disso, pessoas infectadas devem evitar o uso de lentes de contato.

    Outra causa comum de lacrimejamento são os problemas de visão mal corrigidos, que fazem com que os olhos se esforcem muito mais para enxergar adequadamente. Lentes prescritas para o grau exato podem solucionar esse problema.

    O lacrimejamento também pode ser causado, em alguns casos, pela má composição do fluido lacrimal. Além de uma grande quantidade de água, a lágrima também é composta de proteínas e uma camada lipídica protetora que cobre o filme lacrimal. O que ocorre é uma falta de aderência do filme lacrimal na superfície do olho, fazendo com que ele seja eliminado. Neste caso, seu oftalmologista pode ajudá-lo ao prescrever colírios especiais.

    Outras causas possíveis do lacrimejamento são lesões na superfície da córnea devido a corpos estranhos ou arranhões. Quando isso acontece, o corpo reage naturalmente produzindo mais lágrimas. Algumas pessoas também tem pálpebras indevidamente posicionadas. Especialistas definem como entrópio, quando a pálpebra fica virada para dentro, ou ectrópio, quando a pálpebra é virada para fora. Dependendo da seriedade do problema, uma cirurgia corretiva pode ser necessária.

    Olhos muito secos também podem causar lacrimejamento

    Pode parecer contraditório, mas olhos muito secos podem também causar lacrimejamento. Quando os olhos ficam secos por um longo período, tendem a começar a produzir mais fluido lacrimal.

    Fonte: Zeiss




    Um adeus à vista cansada

    A presbiopia, que é comum a partir dos 40 anos, tem novos tipos de tratamentos

    Neste exato momento, é possível que alguém esteja afastando o jornal para conseguir ler essa matéria. Essa dificuldade de enxergar objetos que estejam próximos dos olhos tem um nome de presbiopia, popularmente conhecida como vista cansada, que ocorre devido ao enfraquecimento do músculo ciliar que faz a acomodação do cristalino - uma lente que temos dentro dos olhos e que nos permite ver com nitidez em todas as distâncias.

    -O olho humano, como qualquer sistema óptico, precisa ajustar o foco para a distância onde está o objeto que se deseja olhar. Em condições normais, nosso olho, em descanso, faz foco longe. Quando precisamos olhar para perto movimentamos uma lente intraocular, o cristalino, para ajustar o foco para perto. Ou seja, olhar para perto exige esforço. Por isso atividades como leitura, costura e uso do computador, quando realizadas por longos períodos podem gerar cansaço e dor de cabeça - afirma o oftalmologista Marco Antonio Kroeff.

    Óculos ou lentes de contato já não são mais as únicas formas de tratamento para a correção do problema, que atinge hoje 40% da população mundial. No Brasil, são 50 milhões com o problema. Hoje, já ocorre a utilização da radiofreqüência para correção da presbiopia, associada ou não à hipermetropia e astigmatismo.

    -Nenhuma das técnicas cirúrgicas restabelece esta função, mas sim a compensa. Por isso, o paciente precisa ser informado dos prós e contras de cada técnica e estar ciente de que a independência dos óculos ocorrerá para a maioria das situações, mas que poderá, por vezes, causar algum prejuízo à qualidade de visão - ressalta Kroeff.

    Nesta faixa dos 40 anos, explica o oftalmologista Etelvino Teixeira Coelho, o cristalino começa a se aproximar do músculo ciliar, reduzindo a capacidade elástica e fazendo com que a pessoa necessite afastar o material de leitura para colocá-lo no foco. De acordo com o médico, dos 40 anos aos 60 anos, essa perda é progressiva, podendo começar com 0,5 grau e finalizar com três.

    As soluções

    Óculos - os monofocais são confortáveis para atividades de perto por longas horas (computador, leitura). Como não há foco para longe, é preciso tirá-los para olhar objetos mais distantes, como a televisão, por exemplo. Para enxergar longe e perto sem ter de ficar tirando e botando os óculos, os mais práticos são os multifocais. No entanto, estes têm um campo de visão limitado para cada distância, o que exige uma adaptação.

    Lentes de contato - há duas formas de correção com lentes de contato para quem não quer usar óculos: uma chamada monovisão, em que um olho fica corrigido para longe e outro para perto, e outro em que se utiliza lentes de contato multifocais nos dois olhos.

    Cirurgia - basicamente, há três técnicas cirúrgicas: implante de lentes intraoculares (para quem desenvolveu catarata), modificação do formato da córnea com laser (consagrada para as correções de miopia, hipermetropia e astigmatismo) e, mais atualmente implantes de microlentes na córnea, chamado de inlays, que permitem a independência dos óculos de perto para a grande maioria das situações.

    Visão em debate: A presbiopia será o tema central da 18ª Jornada Gaúcha de Oftalmologia, que ocorre de 14 a 16 de junho de 2012 em Canela, quando serão discutidas todas as possibilidades de tratamento do problema, avaliando os prós e contras de cada técnica.

    Fonte: Jornal Zero Hora

  • Óculos pronto: PERIGO!

    O uso frequente pode agravar problemas na visão

    "O orçamento apertou e não deu para fazer os óculos que o médico pediu"; "saí de casa correndo para uma reunião" e "esqueci meus óculos". Estas são algumas desculpas para substituir os óculos personalizados pelo uso dos óculos prontos. E isso pode causar sérios danos à visão.

    Você já deve ter visto uma cena assim: alguém lendo o jornal ou revista com braços esticados lá longe. E assim vai até que o braço não estica mais e aí não existe outra opção. O jeito é consultar um oftalmologista.

    De acordo com dados do último senso do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, no Brasil 26% da população tem 40 anos de idade. De acordo com o oftalmologista do HCO, Cláudio Picosse, uma coisa é inevitável, o problema é progressivo e tende a piorar com a idade. "A presbiopia, mais conhecida como vista cansada, é a dificuldade para enxergar de perto que as pessoas começam a ter a partir dos 40 anos.

    Com a idade o cristalino, uma lente natural que temos no olho, vai perdendo a flexibilidade, condição necessária para ajustar o foco", explica.

    Aproximadamente 38 milhões de brasileiros têm presbiopia e para melhorar a visão, somente com o uso de óculos. Acontece que muitas pessoas têm recorrido ao uso de óculos prontos, que são vendidos em farmácias, supermercados, camelôs e até em lojas de conveniência, os quais possuem grau aproximado ao indicado pelo médico. É aí que mora o perigo! "Em uma emergência, a utilização dos óculos prontos podem até ajudar, o problema é quando a pessoas passam a usá-los frequentemente.

    Estes óculos apresentam graduações específicas que podem não corresponder exatamente ao grau do paciente, que pode estar usando óculos fracos ou fortes para sua necessidade, acarretando distúrbios visuais, dores de cabeça e desconforto na região ocular", ressalta Picosse. O oftalmologista ainda destaca outro inconveniente. "Geralmente as pessoas não possuem o mesmo grau nos dois olhos e o uso dos óculos prontos poderá forçar mais um olho do que o outro o que possivelmente acarretará em mais problemas visuais", afirma.

    Cuidar de algo que é tão especial, como a visão, requer atenção redobrada. E única forma de garantir a correção visual de maneira segura é com a prescrição médica. "O correto é que as pessoas procurem um oftalmologista para que possam identificar corretamente o grau exato para a correção visual e tenham a segurança de usar os óculos que realmente irão ajudar o paciente", finaliza o oftalmologista.

    ÓCULOS PRONTOS / ÓCULOS PRESCRITOS

    • Distância pupilar padrão / Distância pupilar personalizada
    • Mesmo grau nas duas lentes / Graus diferentes para cada olho presente na maioria das pessoas
    • Avaliação da leitura feita a diferentes distâncias / Avaliação feita sempre na mesma distância
    • Frequentes irregularidades na superfície das lentes que podem causar astigmatismo / Lentes com superfície regular
    • Grau aproximado que pode agravar a presbiopia / São prescritos com grau correto

    Fonte: http://www.mp.pi.gov.br/procon/noticias/2-geral/370




    Algumas pessoas acham que enxergam


    "Recentemente ouvi de um cliente a afirmação: eu achava que enxergava. Sentia fortes dores de cabeça, lia segurando o livro sempre na altura dos olhos e cansava facilmente. Após uma consulta médica, chegou a explicação: seis graus de astigmatismo.

    Para quem nunca usou óculos, altíssimo! Tamanha foi a surpresa e a conscientização da necessidade, que saiu apavorado e fez suas lentes no mesmo dia. "Agora consigo definir as cores e o rosto das pessoas. Durante o dia, mesmo com sol claro, eu via sempre nublado" declarou o cliente surpreso. Imagina? Uma pessoa que viveu anos desta forma, sob uma neblina? Tinha seus olhos avermelhados, testa franzida e algo que eu sempre percebia: ele olhava com a cabeça baixa e torta, fazendo uma expressão de estar sempre bravo. Não era nada disto... Era simplesmente a falta da correção visual.

    Infelizmente, hoje a maior dificuldade enfrentada na visão é sem dúvida, o preconceito. As pessoas têm medo de ir ao médico e receberem o diagnóstico de que precisam usar óculos.

    O brasileiro tem o costume de não procurar recursos, usam o argumento da falta de tempo ou são indiferentes mesmo, pois esquecem que há doenças que não se manifestam, são silenciosas, como por exemplo, o glaucoma, que o paciente não percebe que está com a doença e quando sente algo, já está em estado avançado.

    Além disto, as doenças mais comuns são a hipertensão, o diabetes, a depressão e diversos tipos de câncer que podem ser evitados se as pessoas fossem mais atentas e prevenidas.

    E não basta fazer seus óculos, precisa fazer as lentes corretas. Quando a imagem não é focalizada na retira, a visão não fica nítida. Saiba escolher o profissional ideal, fazendo as medidas certas e que saiba orientar. Quando usar o primeiro óculos, é normal sentir tonturas e sintomas de náuseas, seguidas até de vômito.

    Neste caso, sugiro a alguns pacientes que costumam tomar analgésicos, que façam o uso, para suportarem a adaptação. Nossa sociedade não está acostumada com a prevenção, só com o tratamento. A conscientização vem só depois de uma experiência traumática Portanto, cuide de sua saúde, porque muita gente acha que enxerga, acha que vive bem e ainda não pensou em como viverá sua vida daqui dez anos. Pense nisso!"

    Fonte: Fábia Pereira




    Exercícios para os olhos não funcionam para miopia ou hipermetropia, diz estudo

    Técnicas são rotineiramente divulgadas, até pela internet.

    Resultados positivos são escassos, exceto em casos especiais.


    Durante quase um século, exercícios para os olhos foram promovidos como uma forma de fortalecer a visão e aliviar a miopia e o astigmatismo, assim como o exercício para o corpo elimina a gordura e melhora a saúde.

    Algumas das técnicas mais populares incluem exercícios de coordenação entre mãos e olhos, atividades de movimentação dos olhos e foco em luzes piscantes. As técnicas são amplamente divulgadas online e defendidas por várias empresas. Algumas até alegam que as técnicas são capazes de reduzir a necessidade de óculos e abrandar deficiências do aprendizado. No entanto, vários estudos concluíram que muitas dessas técnicas ao estilo "faça você mesmo" não possuem nenhum embasamento.

    Um dos últimos estudos, publicado em 2009, encontrou poucas evidências para apoiar a ideia de que exercícios supostamente desaceleram ou reduzem a miopia, aliviam a dislexia e corrigem condições causadas por problemas fisiológicos, como visão embaçada. Uma conclusão similar foi alcançada num relatório de 2005, que analisou 43 estudos anteriores e não descobriu "nenhuma evidência científica clara" para a maioria dos métodos analisados.

    Porém, existem algumas áreas da terapia da visão que já foram cientificamente validadas, incluindo a chamada ortótica. Nessa terapia, oftalmologistas prescrevem exercícios capazes de aliviar a visão dupla, problemas com foco e condições como estrabismo, também conhecida como olhos vesgos.

    A ortóptica pode tratar a insuficiência de convergência, na qual os olhos têm problemas em trabalhar juntos. Ela afeta uma em cada 5 pessoas, mas, com os exercícios corretos, podes ser curada, segundo estudos.

    Assim, os exercícios para os olhos são úteis para alguns problemas, mas não parecem aliviar a miopia ou a dislexia.

    Fonte: New York Times

  • Raios UV

    1- O que são Raios UV?

    Raios UV é uma parte dos raios luminosos, de forma básica podemos dividir a classificação dos raios luminosos em três: 1 – Raios UV, que são classificados em três partes o UV A (315nm á 400nm aproximadamente) o UV B (de 280 á 315 nm aproximadamente) e o UV C (de 100 á 280 nm aproximadamente) 2- Espectro de luz visível ao olho humano (aqui se localizam ''as 7 cores do arco-íris) que está entre 400 nm á 760/780 nm aproximadamente e 3- Raios de luz Infra-Vermelho.

    Sendo assim a luz UV não é visível ao olho humano mas isso não significa que ele não existe.Exatamente por não ser visível é que é tão perigoso, ele pode estar muito forte e não notamos pois nossos olhos não conseguem captar essa luz nesse compromento tão baixo.

    Os raios UV podem ser de origem natural como a luz do sol ou mesmo artificiais como lâmpadas ou mesmo soldas elétricas. Portanto precisamos tomar cuidados.

    2- Os raios UV podem prejudicar minha visão?

    Sim, uma longa exposição a eles causam danos aos olhos , os mais comuns são nós nos preocuparmos com câncer de pele, queimaduras, etc. mas nossos olhos sofrem com outros processos, a aceleração do surgimento da catarata é uma delas, a agressão a retina outra que pode chegar a degeneração macular em casos graves.

    3- Como proteger meus olhos dos raios UV?

    Usando óculos com lentes com filtros UV, algumas lentes possuem filtros para 380nm e outros para 400nm o recomendável é que se tenha no mínimo 380nm segundo indicações médicas mas o IDEAL é que a proteção chegue a 400nm , existe um estudo que irá futuramente nos fornecer o parâmetro correto dessa medida.

    Quanto as lentes devem indicar qual o nível do filtro, lentes de fornecedores sérios e responsáveis estão dentro desse padrão, mas lentes onde não existam referências do fornecedor podem ter índices abaixo de 380nm ou mesmo não ter proteção , portanto olho na lente, saiba o fornecedor e se ele está de acordo com as normas.





    Teste do olhinho previne doenças futuras


    Quatro em cada dez casos de cegueira infantil poderiam ser evitados se o diagnóstico fosse feito logo no início. Essa é a constatação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Bastaria que se adotasse um exame simples, o do olhinho, ainda na maternidade. O teste detecta doenças congênitas ainda na fase inicial. Em alguns estados brasileiros o exame é obrigatório nas maternidades e também foi incluído no rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde (ANS). Mas ainda não conquistou a obrigatoriedade nacional. O teste consiste na emissão de um feixe de luz no olhinho do recém-nascido. Quando não há nenhum obstáculo à visão, a luz alcança a retina, região nobre do olho, responsável por captar as imagens que se formarão no cérebro e, ao ser refletida, faz com que o médico ou o examinador veja seu reflexo vermelho. "Sem o reflexo vermelho, há evidência de que pode haver alguma alteração congênita na visão do bebê", descreve a médica do HOB.

    As irregularidades oculares que podem ser detectadas e ter suas mais sérias consequências evitadas a partir dos poucos segundos de duração do teste do olhinho são especialmente: catarata e glaucoma congênitos, má formação ocular, opacidades na córnea, tumores intraoculares ou hemorragias vítreas, elenca a oftalmopediatra. A OMS aponta ainda que 500 mil crianças ficam cegas todos os anos e a maioria perde a visão no primeiro ano de vida. No Brasil, segundo a entidade, há cerca de 33 mil crianças cegas em consequência de doenças oculares que poderiam ser evitadas ou tratadas precocemente. Outras 100 mil apresentam alguma deficiência visual. A OMS relata que entre os problemas que causam a cegueira nas crianças, estão as cicatrizes corneanas, catarata e glaucoma congênitos, retinopatia da prematuridade, erros de refração e baixa visão.Os olhos dos bebês emitem sinais quando algo precisa ser investigado.

    Os pais precisam estar atentos, orienta Dorotéia. "Até dois anos de idade, o bebê que apresenta lacrimejamento constante, fotofobia (sensibilidade à luz), olhos com cor acinzentada ou opaca, pouco interesse pelo ambiente em que está ou pelas pessoas que o rodeia, bem como vermelhidão ocular e secreção deve ser levado a um especialista com urgência", alerta a médica e acrescenta "mesmo que tenha realizado o teste do olhinho na maternidade". As crianças que têm entre três e sete anos de idade já apresentam sintomas diferentes. "É importante obervar se a criança tomba muito para um lado só, se reclama de dor de cabeça ou nos olhos, se costuma assistir televisão muito próxima à tela, se apresenta olhos desviados para o nariz ou para fora, se tem hábito de esfregar os olhos após algum esforço visual ou se fecha um dos olhos em locais ensolarados", diz a especialista do HOB.

    Fonte: ATF Comunicação Empresarial

  • Adaptação de Lentes de Contato na Presbiopia Monovisão

    Presbiopia é a condição na qual o cristalino perde sua elasticidade, não conseguindo assim exercer a acomodação. Princípio da acomodação: o olho ter visão para longe e perto sem nenhum auxilio óptico.

    O cristalino tem o efeito de um zoom de uma câmera fotográfica, quando a pessoa olha para perto ele acomoda, quando olha para longe ele relaxa.

    Quando chegamos à presbiopia o cristalino começa a perder o poder de acomodar. Esse fenômeno ocorre por perda e substituição celular, acumulando todas as células formadas em sua vida, acrescentando novas células ao epitélio anterior, empurrando as células mais velhas para o seu núcleo. Assim, quanto mais as células velhas vão se afastando de sua fonte de nutrição, mais vai sofrendo perda gradativa de sua atividade metabólica.

    Assim, esse acúmulo de células no núcleo faz com que o cristalino fique mais rígido. Quanto mais rígido o cristalino fica, a dificuldade para acomodar a visão para perto vai surgindo, gradativamente, ano após ano. Esse processo começa entre os 38 e 45 anos.

    Definição de monovisão, o paciente com lentes monofocais terá visão de longe e perto, lente de contato para longe em um olho e lente de contato para perto no outro olho. O paciente normalmente tem de 38 a 65 anos de idade. Esse processo é utilizado por profissionais da saúde visual no mundo todo e traz muita satisfação ao paciente.

    Processo de adaptação.

    1. Definir o olho dominante.

    2. Na grande maioria, cerca de 90% dos casos coloca-se a dioptria de longe no olho dominante.

    3. No olho não dominante a dioptria de perto.

    4. Nesse tipo de adaptação não é possível adição maior que 1,75 a 2,00.

    Adições maiores que 1,75 a 2,00 comprometem a visão em profundidade "estereopsia".

    Para uma boa escolha e a definição de qual lente de contato devemos adaptar em pacientes com presbiopia devemos ter em mente o histórico desse paciente.

    A melhor lente ou a melhor adaptação é aquela que se adapta nos olhos "córnea" do paciente. Tenho visto e lido muitas coisas sobre adaptação de lentes de contato na presbiopia e lido muitos artigos científicos sobre o assunto e a unanimidade é uma só: Cada caso é um caso.

    Existem vários tipos de adaptação e lentes para presbiopia, vou falar neste artigo sobre Monovisão.

    Presbiopia, tipo e técnica aplicada.

    • Monovisão Simples
    • Monovisão Qualificada
    • Monovisão Quantificada

    Quando falo em monovisão simples tenho que ter como protocolo o que o paciente tem que ter de visão binocular: "os dois olhos enxergando 100%", a adição não passar de 1,75 a 2,00 e assim não comprometendo a visão estereoscópica "visão em profundidade", e o paciente estar com a saúde ocular em perfeito estado. Em alguns casos temos que ter o bom senso de quando devemos fazer monovisão.

    Segundo Koetting RA, em sua defesa de tese monovisão simples, nos níveis descritos neste artigo não compromete a visão em profundidade. Na monovisão simples, lente de longe, olho dominante e lente de perto, olho não dominante, adição de 1,75 a 2,00

    Na Monovisão Qualificada o paciente mantém a visão de longe estabilizada, e visão de perto em perfeita harmonia com Lentes Bifocais. Ex: Olho dominante, grau de longe e não dominante, lente bifocal.

    Na monovisão quantificada o paciente mantém a visão de longe, tendo à meia distância e perto, em perfeita harmonia. Ex: Olho dominante, lentes para longe e olho não dominante, lentes de contato multifocais.

    Em alguns casos o paciente alterna a dominância. Sendo assim, imprescindível é o acompanhamento de um profissional para avaliar até quando, e se realmente esse tipo de adaptação é viável. Não podemos esquecer que quando adaptamos lentes bifocais e multifocais com monovisão, nem sempre a regra de dominância vai ser obedecida e podemos trabalhar com adições mais altas.

    Fonte: Sergey Cusato Jr.

  • Sono treina a visão


    Allan Hobson revelou que "o sono é algo muito elaborado, a única coisa que se perde é consciência, mas a consciência, no máximo, ocupa cinco por cento da atividade cerebral".

    Allan Hobson, o cientista que contrariou a teoria dos sonhos de Freud, vai estar presente em Portugal para abrir o 9.º simpósio sobre o cérebro organizado pela da Fundação Bial.

    Em entrevista telefônica à agência Lusa, Allan Hobson revelou que "o sono é algo muito elaborado, a única coisa que se perde é consciência, mas a consciência, no máximo, ocupa cinco por cento da atividade cerebral".

    O investigador estudou os sonhos e concluiu, por exemplo, que quando conservamos a visão durante o sono, conseguindo formar imagens perfeitas, aquilo que o nosso cérebro está a fazer "no fundo é treinar a visão e isso é muito importante que ele faça".

    De acordo com o cientista não é só a visão, mas a locomoção também. "Todos os sonhos são animados, nós nunca ficamos quietos, sonhamos sobre correr, andar, mesmo voar, é como um programa de ensaio para o cérebro", disse.

    O cientista que formulou a teoria da "protoconsciência" que serve para o desenvolvimento e manutenção da "consciência desperta", lembrou que "nós vemos a consciência como algo que só existe depois de acordarmos", mas aquilo que tentou explicar "é que sonhar é uma outra forma de consciência, que precede no tempo o estado consciente".

    Para Allan Hobbes, essa atividade "começa a acontecer no útero, na terceira semana de desenvolvimento do feto, num momento em que, certamente, não regista significativos efeitos do meio que o rodeia, ou seja, o cérebro já se está a preparar para estar consciente e está a 'correr programas' como um computador que se prepara para o trabalho do dia seguinte".

    O neurocientista publicou em 1977, com Robert McCarley, um estudo em que concluiu que os sonhos são mudanças bioquímicas e impulsos elétricos aleatórios que agitam o cérebro enquanto dormimos, sem qualquer significado no sentido que Freud lhes deu. Só que quando acordamos a nossa consciência, habituada a que tudo faça sentido, força uma "narrativa" para dar alguma lógica a esses impulsos.

    Esta é a teoria de "ativação-síntese" comumente aceita no meio científico e que contraria a teoria psicanalítica, mas que Hobson atualizou em 1999 ao considerar que a parte do cérebro que gere as emoções também mantinha atividade durante os sonhos.

    Apesar de ser apontado como o "maior provocador no campo do estudo dos sonhos" afirmou que faz "o que Freud queria fazer, mas que em 1895 não podia, porque não sabia nada sobre o cérebro, por isso estava obrigado a elaborar a sua teoria dos sonhos a partir de especulação". Para ele, "é um grande livro, mas não há ali nada de científico sobre os sonhos".

    Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A




    Pálpebras caídas prejudicam a visão


    O que muita gente não sabe, e que sofre deste mal, é que o problema das pálpebras caídas não é só estético. Pode prejudicar a visão, portanto, a cirurgia chamada de blefarotomia, que faz a correção, ao ser feita por um oftalmologista, deve ser coberta pelo plano de saúde.

    E tem mais, no caso de pessoas que possuem a pálpebra inferior caída, ainda podem submeter-se ao procedimento sem corte invasivo. Os detalhes deste tratamento foram explicados pela médica oftalmologista Mirian Minari Vaz, do Hospital dos Olhos José Eutropio (HOJE) .

    A especialista afirma que as pálpebras caídas podem prejudicar a visão porque "o excesso de pele provoca o que chamamos de ptose mecânica e com isso deixa aquele aspecto de pálpebras caídas e olhos fechados. Atrapalhando desta forma o campo de visão lateral e superior".

    A cirurgia dura em torno de 40 minutos, segundo a oftalmologista, mas só a blefaroplastia superior e em torno de 1h30 quando for as duas superior e inferior. Quanto às dores após o procedimento, ela explica que "não há dor no pós, mas uma sensação de desconforto principalmente ao piscar devido ao edema" . No entanto, acrescenta que "em 6 dias são retiradas suturas, em 30 dias se tem o resultado que é ótimo e a cicatrização continua evoluindo tornando-se imperceptível em aproximadamente 6 meses", assegurou Vaz.

    De acordo com a médica, os casos indicados para esta cirurgia são o de perda de campo visual, o de sensação de peso na leitura, e também nos casos que requerem melhora estética.

    Em relação à cirurgia ser indicada para ser realizada por um oftalmologista e não um cirurgião plástico, a especialista afirma que "o oftalmologista especializado em plástica ocular conhece muito a anatomia local do olho, órbita e anexos. Além de ter a extrema preocupação em manter a fisiologia do piscar, fechar bem os olhos, e evitar ressecamentos graves no futuro", destaca.

    Cobertura de planos

    Na maioria das vezes, a grande preocupação dos pacientes é em relação à cobertura dos custos, pois muitos podem ter vontade de se submeter à cirurgia, mas equivocadamente acham que o problema pode ser apenas estético. Sobre estas dúvidas, a oftalmologista esclarece que "os planos cobrem a cirurgia nos casos onde há uma ptose associada e comprovadamente com alteração no campo visual. Nos casos estéticos não".

    Ela sinaliza que as buscas têm sido grandes em relação ao conforto visual e aos benefícios. "Na maioria das vezes os pacientes procuram as duas coisas juntas e que não se pode generalizar porque cada caso é um caso", explicou.

    Mas há aquela velha questão da vaidade, quando começam a aparecer as chamadas bolsas e as pessoas ficam temerosas de, com isto, aparentar mais idade. Desta forma, procuram soluções para o rejuvenescimento, principalmente as mulheres. Neste aspecto, a especialista assegura que "as expectativas são bem conversadas no pré-operatório para que a paciente entenda que há limitações e não existem milagres. A cirurgia deve acompanhar a estética do resto da face, não deixando a paciente completamente `esticada`".

    No caso de pessoas que não toleram corte, mas necessitam da cirurgia, o procedimento sem corte só pode ser realizado se for a cirurgia de pálpebra inferior, realizada via transconjuntival (parte interna da pálpebra) podendo assim serem retiradas bolsas sem corte na pele.

    Indagada sobre o perfil dos pacientes que procuram o hospital para fazer o procedimento, a médica disse não há idade, nem um perfil único de pacientes. "A partir do momento em que está atrapalhando a visão ou incomodando esteticamente há a indicação", informou.

    Para uma cirurgia deste porte as contraindicações nomeadas pela oftalmologista ocorrem "quando a expectativa do paciente é irreal, quando há alguma patologia ocular específica (tipo olho seco severo), ou algum problema clínico que impeça o ato cirúrgico", concluiu.

    Fonte: Tribuna da Bahia

  • Patologias oculares vs. Má nutrição

    Quase 70% das patologias oculares estão relacionadas a má nutrição

    Os olhos de um míope de 40 anos são os de alguém de 50; envelhecem dez vezes mais que os saudáveis a partir de 10 dioptrias, segundo estabelece o catedrático de oftalmologia Jorge Alió.

    Assim como a pele, que é um excelente indicador indireto de como se encontram nossos órgãos visuais, os olhos precisam de antioxidantes que ajudem a reduzir ou pelo menos desacelerar esse processo de desgaste. "Eles sofrem os mesmos tipos de agressão", insiste o professor.

    A luz, os raios ultravioleta e a nutrição são fatores aos quais os oftalmologistas prestam cada vez mais atenção. A boa notícia é que o clima mediterrâneo, abundante em horas de sol e raios UVA, é muito benéfico para a visão, junto com uma dieta rica em vitaminas, minerais e substâncias carotenoides e flavonoides, que protegem, varrem e limpam os radicais livres. A má notícia é o abandono em passos gigantescos dessa dieta mediterrânea.

    Quando queimamos a pele, nossos olhos também podem ficar afetados, irritados, secos, inclusive com uma lesão na retina.

    Seguindo a comparação, se a cenoura é boa para reforçar a proteção natural da pele contra o sol, também serve para os olhos. Além disso, talvez lhe tenham dito quando criança para comer muita para ter olhos de lince. Exageros à parte, a questão é que se trata de uma hortaliça rica em vitamina A (também presente em espinafre, tomate ou pêssego), necessária também para a visão noturna, que costuma ser muito ruim nos míopes.

    Recentemente foram comercializadas lágrimas artificiais com suplemento dessa vitamina A, que pode produzir uma melhora na blefarite (inflamação crônica das pálpebras).

    Cerca de 70% das patologias oculares se relacionam a problemas de desnutrição, tanto por deficiência como por excesso. É necessário ter uma alimentação saudável e equilibrada para melhorar a saúde visual.

    Alimentos recomendados

    Aqueles que contêm vitaminada A e B (cereais, frutos secos, verduras), C (cítricos ou pimentas), E (aspargo, alface ou ervilha) e zinco (aipo, aspargo, fígado, batata). As antiocianidinas (cereja, framboesa, maçã ou ameixa) contribuem para reparar as células nervosas da retina, trazendo nutrientes para o olho: vários autores encontraram que com seu uso melhoram os sintomas da astenopia, ou cansaço visual.

    Ingerir peixe oleoso com regularidade pode ajudar a reduzir o risco de sofrer uma degeneração macular associada à idade, segundo alguns estudos. Os azeites graxos ômega 3 têm efeitos anti-inflamatórios, melhoram a qualidade da película lacrimal e reforçam os mecanismos antioxidantes do olho; favorecem o metabolismo dos fotorreceptores da retina e se transformam em veículo de outras substâncias benéficas.

    Encontramos antioxidantes naturais, como o chocolate amargo, o chá verde, melatonina e vinho tinto em doses baixas, cuja utilidade real na prevenção ou melhora das enfermidades oculares relacionadas com o aumento do metabolismo oxidativo não foi comprovada.

    Em Cingapura, onde a incidência de miopia é muito alta, sua prevalência era 7% menor nas crianças que tinham sido alimentados com leite materno. O que poderia indicar que o cálcio e a vitamina D3 teriam um papel, embora muito discreto, nessa redução. Na sociedade ocidental a alimentação habitual proporciona o necessário para um metabolismo normal do olho, a menos que interfira uma doença (ou o abuso de álcool e tabaco, em alguns casos) que dificulte a absorção de vitaminas, causando uma neuropatia óptica nutricional.

    Nem a miopia (um problema físico interno do olho que tem a ver com o índice de refração) se elimina sem uma intervenção cirúrgica nem existem alimentos milagrosos. Mas há remédios naturais e caseiros úteis para acalmar irritações ou reduzir olhos inchados. Como a eufrásia. Ou a camomila, cuja variedade amarga é um poderoso oxidante com propriedades anti-inflamatórias. Por via oral não faz nada. É para uso tópico: deve ser fervida em água e aplicada, sem guardar a infusão para tratamentos sucessivos porque é facilmente contaminável.

    Um índice de massa corporal (IMC) mais alto é relacionado a uma maior pressão intraocular e um maior perigo de sofrer glaucoma (primeira causa de cegueira). Estudos buscam a relação que existe entre essa grave patologia visual e a alimentação, através da nutrigenômica, a ciência que indaga o efeito da nutrição em nível molecular e genético e procura como tratar doenças relacionadas ao metabolismo graças à elaboração de dietas personalizadas.

    Fonte: Hospital dos Olhos




    Vista cansada: tratamento é diferente aos 40 e aos 60 anos

    A Presbiopia

    A presbiopia, ou vista cansada, é uma condição que acomete todas as pessoas a partir dos 40 anos de idade e seus métodos de tratamento variam conforme o perfil do portador e pela faixa etária. "A abordagem cirúrgica de um paciente présbita jovem, isto é, com 43 anos de idade, é diferente da realizada para pessoas que têm a partir dos 60 anos", explica oftalmologista do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), Mario Jampaulo (CRM 12406/DF).

    A presbiopia é consequência das alterações na musculatura ciliar, aquela que proporciona a contração do cristalino - lente natural que tem a função de focar os objetos de perto. O cristalino progressivamente vai perdendo competência e a visão de perto tende a piorar.

    Dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) apontam que 38 milhões de brasileiros apresentam o quadro de presbiopia atualmente. "Com o aumento da expectativa de vida, esse volume tende a crescer", reforça Jampaulo ao esclarecer que a dificuldade para enxergar de perto não se restringe aos momentos de leitura, mas impacta na vida social e profissional dos pacientes.

    "O grande reflexo social é que aos 40 anos de idade uma pessoa está plena, ativa, produtiva e a tecnologia empregada nas tarefas cotidianas como o computador, tablets e smartphones exige alta qualidade de visão para perto e intermediária permanentemente", avalia o médico do HOB.

    Córnea e cristalino - Ainda não existe nenhum tratamento direcionado à causa da presbiopia que faça essa musculatura trabalhar de novo normalmente. "Os tratamentos atuais vão desde a compensação com o uso dos óculos ou de lentes de contato até os procedimentos cirúrgicos", informa Jampaulo.

    "Nos pacientes jovens, que têm o cristalino saudável, transparente e em pleno funcionamento no foco para perto, as estratégias de tratamento têm como sítio cirúrgico a córnea. Já nos pacientes com idade mais avançada, o tratamento fixa-se no cristalino", compara.

    Entre os presbitas que estão na faixa dos 40 anos de idade, a principal técnica utilizada para tratar a presbiopia, também considera a mais simples é a báscula ou visão balanceada. O método consiste em gerar no paciente um olho com boa visão para longe e outro para perto. O cérebro gerencia as imagens e o paciente dispensa o uso de quaisquer óculos. Segundo Jampaulo, a técnica é "uma condição em que se prioriza a visão do olho diretor, aquele usado para mirar, para longe e do olho não-diretor para perto. Esse conjunto é capaz de fornecer uma boa visão social longe-perto".

    A boa visão social é, segundo o especialista, aquela que atende às necessidades diárias do présbita em plena atividade produtiva. Existem ainda os indivíduos que precisam melhorar as visões para longe e a intermediária, como os motoristas e as pessoas que fazem uso contínuo de computadores.

    "Quando priorizamos a visão para longe ou a intermediária, que é mais precisa, o presbylasik é o tratamento indicado. No entanto, é necessária a avaliação criteriosa do médico, porque nem todo paciente pode se submeter a esse procedimento. Essa técnica, associada ao flap (incisão) perfeito feito pelo laser de femtossegundo, tem mostrado resultados muito bons" avalia o oftalmologista. O laser de femtossegundo é uma ferramenta de última geração utilizada em cirurgias refrativas e de córnea.

    Intracorneano - Além das técnicas descritas anteriormente existem os implantes intracorneanos. "Trata-se de uma modalidade cirúrgica nova, menos invasiva ainda, em que o laser de femtossegundo, extremamente rápido, preciso e moderno, consegue abrir espaço na córnea sem cortá-la para o implante de uma lente extremamente fina, chamada presbya. Essa lente tem 3mm de diâmetro e 20 micra (0,012mm, um décimo de uma folha de papel) de espessura, colocada estrategicamente em uma posição central da córnea de forma individualizada para cada paciente. Essa lente consegue proporcionar significativa melhora na visão para perto do olho não-dominante", descreve o especialista do HOB nesta técnica.

    "Para cada fase da vida do paciente, existe uma estratégia diferente de tratar a presbiopia. Mesmo que a vista cansada continue progredindo após os procedimentos, o que é uma condição natural do organismo, o paciente operado sempre terá visão melhor do que a de um paciente não-operado", observa o médico.

    Intraoculares - Os pacientes présbitas com mais de 60 anos de idade, mesmo que já tenham passado por tratamento contra a presbiopia quando mais jovens, vão precisar submeter-se a um novo procedimento cirúrgico para tratar a catarata, substituindo o cristalino, que começa a perder transparência nesse período da vida.

    Mário Jampaulo explica que para esta fase, a oftalmologia tem o recurso dos implantes intraoculares, que também realizam a compensação da vista cansada quando as lentes bifocais ou multifocais são escolhidas para substituir o cristalino. Implantes intraoculares permitem melhoria nas visões de longe, perto e intermediária em ambos os olhos e proporcionam maior independência às pessoas, conclui o médico.

    Fonte: ATF Comunicação Empresarial